No passado sábado, dia 14 de abril, no campus de Gambelas da Universidade do Algarve, tiveram lugar as eleições para os Órgãos Sociais da Sciaena. A nova direção, chefiada por Rui Cabral e Silva, irá trabalhar em cooperação com a nova Coordenação Executiva com o objetivo de efetivar a associação como uma das referências da conservação marinha, a nível regional, nacional e europeu.

Depois de uma primeira década de existência, entre 2016 e 2018 a Sciaena passou por um processo de redefinição estratégica e organizacional que pretendeu preparar a associação para continuar o seu crescimento de forma sustentada e focada no papel que pode ter no panorama nacional e europeu da conservação marinha.

Parte central deste processo reside na criação de uma Coordenação Executiva, que permitirá profissionalizar a associação sem que se corra o risco de perder as motivações e os valores que levaram à sua criação. Nesta nova realidade, o papel dos Órgãos Sociais da Sciaena será crucial, já que lhes caberá a monitorização e avaliação do trabalho desenvolvido à luz da estratégia em vigor e da Visão, Missão e princípios orientadores da associação.

A estratégia definida para 2018-2022 terá como base três pilares temáticos distintos: Pesca e Aquacultura; Poluição Marinha e Energias Renováveis e Comunicação e Sensibilização - e é também acompanhada por uma visão muito clara do ponto de vista geográfico. A Sciaena pretende continuar a operar essencialmente a três níveis: Local, Nacional e Europeu/Internacional. A associação tem trabalhado de forma muito efetiva em Lisboa e em Bruxelas e isso deve-se em grande parte ao facto de ter uma base muito sólida no Algarve, mais concretamente, na Universidade do Algarve.

A nova Direção tem o objetivo claro de fortalecer a presença e a capacidade de trabalho da Sciaena no Algarve, uma região onde o seu trabalho é já reconhecido mas sobretudo extremamente necessário. E será na região sul que a Sciaena desenvolverá a maior parte do seu trabalho à escala local, em estreita parceria com a Universidade do Algarve, nomeadamente os seus dois centros de investigação de ciências do mar – o CCMAR e o CIMA.

A Coordenação Executiva, por sua vez, manter-se-á sediada na zona da Grande Lisboa, com atenção permanente e idas regulares a Bruxelas, pois isto permitirá à Sciaena continuar a acompanhar as discussões e decisões sobre conservação marinha a nível Nacional e Europeu.

Com estes elementos organizacionais, estratégicos, geográficos e recorrendo às ferramentas e redes de parcerias com que tem trabalhado de forma produtiva, a presente lista acredita que a Sciaena continuará, de forma sustentada, a evoluir para se tornar uma das associações de conservação marinha de referência em Portugal.

“Tenho acompanhado o crescimento da Sciaena praticamente desde o seu nascimento, e tenho visto a qualidade e responsabilidade que é colocada em todas as suas iniciativas. O desafio que agora se inicia revela a vontade e necessidade de crescer, aliada a uma definição mais clara do papel que a Sciaena pretende para si. É para mim uma honra estar envolvido neste salto qualitativo da Sciaena e espero poder contribuir para a afirmação desta jovem ONGA no panorama nacional e internacional”, disse Rui Cabral e Silva, biólogo e professor universitário, agora eleito Presidente da Direção da Sciaena.

Segundo Gonçalo Carvalho, anterior Presidente da Direção e agora Coordenador Executivo da Sciaena, “este processo foi preparado de forma muito ponderada, tomando como exemplo algumas das mais bem-sucedidas organizações de conservação marinha a nível europeu. A Direção e a Coordenação Executiva irão complementar-se e trabalhar em conjunto para manter e acelerar o rumo que a Sciaena tem seguido, com profissionalismo e muito sangue na guelra”.

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Quem são os novos responsáveis pela Sciaena?

Rui Cabral e Silva: Licenciado em Biologia pela FCUL, mestre em Estudos Marinhos e Costeiros pela Universidade do Algarve e doutorado em Patologia em Aquacultura pela Auburn University, AL, EUA. O seu envolvimento na aquacultura começa em 1988 no Algarve, numa empresa privada, passando em 1992 para a Universidade do Algarve, onde se mantém a leccionar. Com vasta experiência de gestão no ensino superior, de 2002 a 2016, desempenhou o cargo de diretor da FCT-UAlg nos últimos desses seis anos. Tem desde muito jovem estado envolvido nas lides associativas de diferentes naturezas desde o desporto, a música, os bombeiros voluntários e o centro de ciência viva.

Gonçalo Ferreira de Carvalho: Licenciado em Biologia Marinha e Pescas pela Universidade do Algarve e Mestre em Sociologia Urbana, do Território e do Ambiente pelo ISCTE/IUL. Dedicou a primeira parte do seu percurso profissional à recolha de dados e acompanhamento de várias pescarias em Portugal continental e insular. Desde 2006, ano em que colaborou na criação da Sciaena, que tem vindo a envolver-se de forma cada vez mais ativa com diversas Organizações Não Governamentais do Ambiente (ONGA), sobretudo a nível das políticas das pescas e da conservação dos ecossistemas marinhos. O Coordenador Executivo da Sciaena é também um dos coordenadores da PONG-Pesca, membro do Comité de Gestão da Seas at Risk e consultor para ONGA internacionais.

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