No passado dia 17 de setembro, decorreu no Mercado do Peixe de Olhão, o Fórum «Cavalos-Marinhos da ria Formosa». Num debate aberto ao público, foram apresentadas as conclusões do projeto, que visa avaliar o estado das populações de cavalos-marinhos da ria Formosa, o impacto que a captura ilegal tem nas espécies e sensibilizar para a urgência da sua proteção.

Com o patrocínio da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, a Sciaena – Oceanos # Conservação # Sensibilização e a Associação Natureza Portugal|WWF têm vindo a desenvolver esta campanha de sensibilização desde abril de forma a envolveram a comunidade local e diversas entidades para a procura de soluções. Como resultado aconteceu este Fórum, apoiado pela Câmara Municipal de Olhão e pelo GAL-Pesca Sotavento. Foram debatidas questões sociais, legais e económicas, bem como questões relacionadas com o estado de conservação das populações destas espécies, que já foram consideradas as maiores do mundo.

Um público de mais de 60 participantes, entre os quais pescadores comerciais e recreativos, mariscadores, investigadores, autoridades, autarquias, empresários, estudantes, professores e ambientalistas, participaram ativamente no debate, mostrando «os distintos contactos que foram realizados ao longo dos três meses em que o projeto esteve no terreno», disse Rita Sá, uma das responsáveis pelo projeto e especialista em Oceanos e Pescas na ANP|WWF.  Para a bióloga, «foram colocadas várias questões pelos participantes que dificilmente terão resposta sem o envolvimento a longo prazo de todas as partes interessadas.»

As conclusões deste encontro foram apresentadas por Gonçalo Carvalho da Sciaena, que evidenciou, «A questão da captura ilegal de cavalos-marinhos é apenas um de inúmeros problemas e desafios que a ria enfrenta, ao qual não podemos voltar as costas. Ficamos chocados com as notícias de extinção de espécies emblemáticas noutros locais do mundo, como os rinocerontes-brancos ou os orangotangos, mas a maioria das pessoas nem se apercebe que o mesmo está a acontecer aqui no nosso país. Não podemos deixar que isto aconteça aos cavalos-marinhos.»

Para Tiago Pitta e Cunha, da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, «Esta reunião mostra que o Algarve está a começar a despertar para o flagelo do desaparecimento em massa dos cavalos-marinhos da ria Formosa. Trata-se de uma espécie que poderá desaparecer a curto prazo, mas que a manter-se poderia ser um símbolo forte desta região.»

A Sciaena, a ANP|WWF, a Fundação Oceano Azul e o Oceanário de Lisboa vão agora analisar os resultados desta campanha e planear futuras ações.

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