Às primeiras horas do dia 19 de dezembro, “no final de mais uma longa e pouco transparente negociação, os Ministros das Pescas da União Europeia reunidos em Conselho em Bruxelas decidiram as possibilidades de pesca para 2019. Na penúltima decisão antes de 2020 – ano em que, segundo a Política Comum das Pescas (PCP), todos os stocks têm que estar aos níveis do Rendimento Máximo Sustentável (Maximum Sustainable Yield – MSY), os ministros voltaram a estabelecer volumes de capturas acima dos pareceres científicos, tendo-se registado, tudo indica, uma estagnação da tendência lentamente positiva que tinha sido registada em anos anteriores.

A confirmar-se este cenário, resta aos Ministros apenas 1 ano para atingir as metas com que se comprometeram em 2013. Portugal terá tido um desempenho misto neste Conselho – respeitando a ciência apenas para os stocks com estimativa de MSY – com exceção da pescada. “

“Nos stocks mais importantes para Portugal, terá havido, tudo indica, dois pesos e duas medidas. Os pareceres terão sido desrespeitados para os stocks com informação menos robusta – como o linguado, a solha e as raias – mesmo quando as capturas dos últimos anos têm sido próximas ou mesmo abaixo dos pareceres científicos. “A exigência de seguir os melhores pareceres científicos aplica-se a todos os stocks. Para os que têm dados científicos menos robustos, é ainda mais crucial ter uma abordagem precaucionária e respeitar as recomendações”, referiu Gonçalo Carvalho.”

Gonçalo Carvalho (Sciaena) esteve em Bruxelas a seguir o conselho, no âmbito da parceria que a Sciaena tem com o Pew Charitable Trusts.

Ver comunicado de imprensa da PONG-Pesca aqui.

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