Dia 13 de junho de 2018, a Sciaena organizou, em colaboração com o Gabinete dos Açores em Bruxelas uma reunião sobre a pesca de atum patudo nos Açores e na Madeira, o estado débil do stock no Atlântico e a necessidade de adotar medidas que permitam a recuperação do stock no âmbito da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA). Para além do Diretor Regional das Pescas dos Açores, membros do gabinete do Diretor Geral para os Assuntos Marítimos e Pescas (DG-MARE) da União Europeia, da Representação Permanente de Portugal Junto da União Europeia (REPER) e do gabinete do Eurodeputado Ricardo Serrão Santos.
A pesca de atum, nomeadamente do atum patudo, é de extrema importância para as comunidades piscatórias dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, onde impera a arte do salto e vara, uma das formas de pesca mais sustentáveis e com menos impactos ambientais que existe. As capturas desta espécie têm decaído de forma drástica nos últimos anos nos arquipélagos, o que de certa forma está relacionado com o facto do stock estar sobrepescado no Oceano Atlântico. Entre as várias causas identificadas pelos investigadores para esta situação negativa encontra-se a utilização de Dispositivos de Concentração de Peixe (DCP) por diversas frotas ao largo da costa Africana, nomeadamente comunitárias, que poderá estar a causar mortalidade elevada de juvenis desta espécie e até a alteração das rotas migratórias da mesma.
A reunião pretendeu abordar este tema tendo em vista as reuniões da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA) deste ano, onde serão definidas as medidas de gestão para os próximos dois anos. A sessão começou com duas apresentações: primeiro o Diretor Regional das Pescas, Luís Rodrigues falou sobre a pesca do atum nos Açores, e em seguida Gonçalo Carvalho da Sciaena flou sobre a história e estado atual do atum patudo no Atlântico, e também sobre as medidas de recuperação e gestão que devem ser aprovadas no âmbito do CICTA.
Depois das apresentações decorreu uma troca de pontos de vista entre os vários presentes. No final o representante da DG-MARE afirmou que as questões levantadas serão tidas em conta na preparação da posição da União Europeia (UE) no âmbito do CICTA, e os restantes presentes afirmaram a sua intenção de acompanhar de perto este processo.
Segundo Gonçalo Carvalho, "2018 é um ano chave, pois não forem aprovadas medidas sólidas no âmbito do CICTA para proteger o stock e permitir a sua recuperação, o atum patudo pode transformar-se no novo ícone da sobrepesca no Atlântico. A UE tem a possibilidade e a responsabilidade de liderar as discussões e assegurar a conservação desta espécie incrível e também a sustentabilidade das pescarias que dela dependem".
A Sciaena colabora com a The Ocean Foundation na conservação dos atuns no atlântico.

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